Pesquisar este blog

quarta-feira, setembro 05, 2012


Hoje, 05/09/2012 escrevo para você que fez com que meus melhores dias pudessem acontecer. 
Há três anos e nove meses atrás conheci um rapaz, vestido com uma camisa vermelha, calça jeans e corrente no pescoço. A minha distração foi embora no exato momento que o vi. Eu estava ali, sentada com meu irmão bebendo umas cervejas e rodeada por seus amigos que não se cansavam de me galantear. Eu ria, dava uns foras e achava graça, mas quando ele chegou e eu o  vi, calei na mesma hora foi como se ele tivesse puxado para si mesmo toda minha atenção e numa fração de segundos o perdi de vista. Eu olhava para um lado e para o outro [disfarçadamente] o procurando. Depois de alguns minutos ele retorna a roda de ‘amigos’ com um embrulho nas mãos dizendo: - É pra você. Eu fiquei surpresa e sem acreditar respondi: - Para mim? Verdade? Levantei sorrindo peguei o embrulho de suas mãos, o abracei e agradeci. Enquanto eu abria o presente eu pensava no porquê daquele moço está me dando um presente sem eu nunca ter o visto e nunca ter falado com ele. Acredito que ele quis entrar na disputa de brincadeira dos rapazes que estavam a minha volta e me galantear também, mal sabendo ele que já tinha me ganhado logo quando chegou. Eu não lembrava, mas algumas horas antes disso acontecer, eu falei ao telefone com um amigo de meu irmão e o convidei para ir a um partido alto com a gente naquela noite, sem nem lembrar esse fato não me dei conta que o amigo de meu irmão ao telefone era o moreno que chegou e me prendeu a atenção. Disso eu só vim me recordar e associar uma coisa com a outra muito tempo depois. Quando abri o embrulho havia um anjinho, daqueles que a gente compra para ficar de enfeite ou dar como lembrancinha, junto com um cartão que dizia: “eu não lhe conhecia, mas já sabia que você era especial”. Pronto, a manteiga tinha acabado de se derreter na frigideira. Eu adoro anjos meu quarto era cheio deles e por uma questão de sorte ou coisa do destino mesmo, ele acertou em cheio na graça que ele quis fazer e me deixou mais interessada nele. Alguns minutos se passaram e resolvemos ir logo ao partido, ele nos deu uma carona até em casa para trocarmos de roupa. Quando entrei em casa metralhei meu irmão com perguntas típicas de uma garota de dezoito anos: Quem é ele? É seu amigo? Quantos anos têm? Qual é mesmo o nome? E blá blá blá. Arrumamo-nos rápido e fomos direto a festa. Chegando ao local vi que a banda que iria tocar era de um amigo meu que foi meu primeiro professor de boxe quando eu ainda tinha dezesseis anos, Ricardo. Entramos na festa e encontramos um lugar legal para ficar e curtir o som. Lembro que ele me ofereceu um churrasquinho de carne [que chamamos de churrasquinho de gato, que por sinal eu sou louca] e eu toda tímida aceitei. Passavam-se os minutos e as músicas mais agitadas, foi aí que as lentas começaram e ele me chamou para dançar. Nessa hora meu irmão saiu para comprar mais cerveja e foi aí que o tão esperado beijo [pelo menos por mim] aconteceu e foi nesse exato momento que eu me apaixonei. Ao fim da festa ele nos levou de volta pra casa, meu irmão entrou na frente e eu continuei no carro para me despedir. Começamos a nos beijar, meu corpo parecia estar em brasas, era o beijo perfeito. Não conseguimos nos despedir e foi aí que cometi a maior e melhor loucura da minha vida, passamos a noite juntos e nos amamos.
[Continua...]